sábado, 13 de novembro de 2010

JUVENTUDE ANTENADA- ATA DE AVALIAÇÃO DO SETOR DE JUVENTUDE NOS 25 ANOS DNJ DA DIOCESE DE ILHÉUS






Aos oito dias do mês de novembro de dois mil e dez, às dezenove horas, reuniram-se na Paróquia Santa Rita, bairro da Conquista, Ilhéus - Bahia, os seguintes membros do Setor Juventude da Diocese de Ilhéus: Álvaro, Assessor do Setor Juventude; Makrisi, André, Kássio Soares, Edivaldo Janes e Távila Guimarães, representantes da Pastoral da Juventude; Marcos Miguel representante do Movimento Escalada; Virginia Ribeiro (Vica) e Fábio Redenção, representante do Movimento Vinde e Vede; Deisi Lacerda, representante do EJC, Égila Passos representante do Movimento de Cursilho Jovem, ausente representante da RCC, do EJC e Movimento Focolares.A reunião teve inicio com oração do Oficio da Juventude, após, foi feita a leitura da ata da reunião anterior e em seguida seguiu-se a avaliação do DNJ 2010. Sobre o histórico, foi colocado que os banners poderiam ter ficado em local mais visível, que o foco foi mais em fotos do que em textos, que nem todos os grupos fizeram os banners como Escalada, EJC e Vinde Jovem, RCC. Álvaro explicou que não foram muitas pessoas para ajudar a arrumar na véspera e o pessoal da estrutura mudou a arrumação do palco, além da dificuldade com o deslocamento, o que terminou por prejudicar a organização no dia. André sugeriu que os grupos continuassem a coletar material sobre o histórico, já que só tiveram fotos e não havia legendas. Makrisi disse que o material coletado foi pobre e que não conseguimos fazer um trabalho mais consistente que sirva para a conclusão do ano histórico, já que a Assembléia está próxima. Ponderou que faltou, também, um pouco de interesse do pessoal em ir olhar os banners e que a condução da caminhada dificultou, já que este também seria um momento para motivar o pessoal a isso. Kássio ressaltou que para o evento DNJ o que se buscou foi a memória fotográfica, já que textos não seriam tão atrativos. Os presentes falaram sobre a dificuldade que todos tiveram em obter material histórico. Edivaldo colocou que apesar dos quadros com os temas de cada ano do DNJ estarem afixados, não foi dada a ênfase devida aos temas e ao histórico dos 25 anos do evento. Marcos Miguel colocou que o Escalada preparou o banner, mas como não tinha certeza se estaria presente no DNJ, não deu tempo para o material ficar pronto na gráfica.André chamou atenção para o fato de que não se deve deixar para última hora os trabalhos que nos comprometemos a fazer. O grupo deixará os banners expostos na Assembléia diocesana. Sobre a estrutura, faltaram casas de apoio, os ônibus pararam muito longe do local do evento, as pessoas que estavam vendendo não respeitaram a missa e nem as pessoas que estavam comprando. Discutiu-se se a missa deve ser feita ao ar livre ou no local do evento ou se seria melhor dentro da igreja, mas neste caso encontra-se o problema referente ao tamanho das igrejas. Álvaro levantou que é preciso fazer um trabalho na base, para que as pessoas participem da missa. Makrisi abordou que a liturgia ficou um pouco distante da assembléia dizendo André que as lideranças precisam conscientizar os grupos. Destacou-se que as bebidas e comidas vendidas foram a preços acessíveis havendo a participação fundamental da comunidade. Sobre as apresentações, Edivaldo colocou que estava definido que seria por zonal, mas aconteceu por Paróquia, o que ficou muito cansativo, pois no final as pessoas tinham saído para o almoço. Apresentações repetidas, algumas não transmitiram a mensagem esperada e não foi observada a ordem de inscrição, programação muito cheia. Sobre as apresentações das rainhas, houve um pouco de improvisação na escolha dos jurados, já que os escolhidos não foram, e no posicionamento no palco para observar o desfile, havendo somente a entrega da coroa e da faixa, mas não houve entrega do prêmio, já que as rifas não foram feitas e nem vendidas. Álvaro ressaltou que muitas decisões foram tomadas na véspera e que é preciso o envolvimento do setor no dia anterior. Sobre a participação do setor, foi colocado que os membros poderiam ter colaborado mais no dia, oferecendo ajuda. Deveríamos ter marcado um local para nos reunirmos, talvez no palco, para distribuir os trabalhos. Faltou comunicação entre o grupo. Também houve atropelos na programação em razão de muitos aspectos estarem centralizados no Padre Géris e não se ter podido discutir antes com ele para alinhar os últimos detalhes no dia. Sobre a animação e as alas, Makrisi explicou que a Banda Ebrom foi avisada de que faria a animação da caminhada no trio, mas foi percebido que eles queriam fazer um show da banda, o que terminou por desorganizar a caminhada, já que as pessoas foram conduzidas para perto do trio e não houve como puxar a reflexão para o histórico dos 25 anos, com as paradas para reflexão das alas. Fábio observou que a caminhada foi muito animada e que as pessoas foram envolvidas pela banda, mas que faltou cumprir com o combinado. A banda é boa, mas não respeitou a organização, tocou apenas um estilo de música trazendo um repertório muito diferente do esperado. Virginia colocou que é preciso que os representantes do setor passem para suas equipes o que ocorreu com a caminhada para que fique claro que o objetivo não era aquele, uma vez que as pessoas se preparam para uma caminhada histórica, mas que no final não ocorreu. Álvaro falou sobre a manifestação da PJ após o retorno da caminhada, onde os membros estavam tocando tambores atrapalhando a programação que estava recomeçando enquanto se pedia silêncio. Ressaltou que naquele momento não houve união e que a PJ faz parte do setor e deveria ter contido a sua reação. Kássio explicou que naquele momento a PJ estava chateada em razão da banda não ter conduzido a caminhada como esperado e a manifestação foi um protesto. Disse que a insatisfação dos membros da Pastoral da Juventude que estavam tocando seus instrumentos era em virtude da não utilização das musicas do Oficio da Juventude e que por falta de informações sobre o momento da caminhada no calor da situação resolveram fazer aquela animação em protesto pela nao utilização do oficio divino pela banda ebron no momento da caminhada
Edivaldo ressaltou que a postura da banda fez com que toda uma programação de meses não fosse cumprida. André posicionou-se dizendo que não justificava a manifestação do contra da Pj naquele momento. Deise ressaltou que a caminhada agradou muito e que mesmo sem gostar as pessoas seguiram a caminhada. Disse que não se pode responder na mesma moeda quando se tem insatisfação. Távila sugeriu que fosse analisado para os próximos DNJs o convite a uma Banda local, pois acredita-se que a comunicação seja melhor. Makrisi sugeriu que fosse feita uma carta explicando o que houve com a caminhada, a ser distribuída nos zonais. Sobre o show de encerramento, foi considerado um dos maiores momentos de interação com o público, Cosme conseguiu levar os jovens a concentração, as músicas eram envolventes. Ficou claro a carência dos jovens, a necessidade de comunicação e interação. Destacou-se a necessidade de enxugar a programação, pois muitas caravanas tiveram que ir embora antes ou no meio do show. André ressaltou que é preciso rever a programação e tentar o maximo possível ter todos presentes até o final. Sobre o clero, foi colocado que o Coordenador pastoral não estava presente, a presença dos padres não foi em grande escala. Levantou-se que durante o DNJ a programação de cada Paróquia não é suspensa, o que dificulta a presença dos padres. Também foi dito que falta um Plano Pastoral e que até o momento não há nenhum padre acompanhando o setor. Nota-se que muitos padres ainda são desconhecidos pelos jovens por falta de participação. Não se percebe a preferência pela juventude como dito no documento de Puebla. Makrisi sugeriu que fosse feita e distribuída uma carta na assembléia chamando atenção para um maior comprometimento das paróquias com a juventude.O grupo discutiu que é preciso que a juventude se manifeste. Sem mais, seguiu-se a oração final e encerraram-se os trabalhos de modo que eu, Virginia Ribeiro, secretária em exercício, lavrei a presente ata que após lida e aprovada, segue assinada por todos os presentes.

JUVENTUDE ANTENADA- COMO ANDA A POLÍTICA DOS JOVENS PASTORAL DA JUVENTUDE NO GRUPO DE JOVENS








Jamais, em tempo algum, nossa sociedade teve tantos jovens como agora: são 48 milhões de brasileiros com idade entre 15 e 29 anos. O atual quadro demográfico nunca ocorreu no país e provocará, nas próximas duas décadas, outra inusitada concentração: tão cedo não se repetirá uma proporção tão elevada de adultos na plenitude de sua força de trabalho. Ou seja, em pouco tempo o atual poder jovem significará 40% da população entre 30 e 60 anos de idade. São os jovens de hoje a caminho da maturidade e de se tornarem na principal força produtiva do país.
Nos últimos anos, grande parte desses jovens convive com os avanços tecnológicos, participa dos núcleos de integração social e vem se adaptando aos paradigmas do mundo em transformação. Diante da primazia do conhecimento áudio-visual, da convergência sistêmica das mídias, abrem-se aos jovens possibilidades inéditas, como as proporcionadas pela educação a distância, o tele-trabalho e o tele-processamento; o mundo das inovações, das novíssimas profissões, da auto-gestão e do empreendimento individual.
Essa mobilidade apenas confirma a necessidade que tem o Brasil de apostar nos seus jovens e de resgatar a dívida social provocada pela histórica ausência de políticas públicas específicas para a juventude. Temos a maior geração jovem de todos os tempos e mantemos políticas pouco efetivas para inserção de grande parte dos nossos jovens nos quadros do exercício pleno da cidadania e dos direitos sociais.
Em todos os níveis de governo, inúmeras ações beneficiam a juventude, direta e indiretamente, mas os poderes públicos ainda não reconhecem a singularidade da questão juvenil, que exige políticas específicas, diferenciadas. Há inegáveis avanços, por exemplo, nos campos da educação, do trabalho e da saúde, como a ampliação das oportunidades de escolarização, acesso aos níveis superiores, formação profissional e prevenção de doenças.
É preciso entender que, por sua natureza, a condição de vida dos jovens é transitória e sua posição social é precária. Eles guiam-se por dimensões simbólicas e temporárias, mais do que por metas físicas e planos objetivos; mais por emoções do que pela razão. Carregam consigo a marca da disposição, mentes abertas, corações empolgados. Logo, o conjunto de políticas a eles dedicadas não deve encará-los como seres carentes, meros beneficiários de projetos e programas, mas como protagonistas, agentes estratégicos da construção social.
A Política Nacional de Juventude, lançada neste ano pelo Presidente Lula e que começa a ser praticada, reflete esse acúmulo alcançado pelo Governo Federal, pela sociedade civil, pelo parlamento e pelos organismos de cooperação internacional. A criação da Secretaria Nacional de Juventude, Conselho Nacional de Juventude e Programa Nacional de Inclusão de Jovens (ProJovem) é a demonstração inequívoca do compromisso do Governo Lula em melhorar a condição de vida desta geração.
Mais uma etapa desse esforço se compre neste início de agosto, com posse e a primeira reunião do Conselho Nacional de Juventude, formado por 40 representantes da sociedade civil e 20 do governo federal. Ele será instrumento essencial para fortalecer e irradiar dentro do pacto federativo as políticas dedicadas aos jovens, ferramenta fundamental para consolidar a temática da juventude junto à sociedade civil.
No dia doze de agosto, quando se comemora o Dia Nacional da Juventude, teremos algo mais a comemorar: o Brasil, definitivamente, começou a pensar no seu futuro olhando os jovens no presente, apostando no seu potencial e na sua capacidade de contribuir, desde já, com a construção de uma nação forte e digna. Nestes conceitos e práticas está o escopo das ações e políticas a serem desenvolvidas: criar condições para que possamos formar gerações de brasileiros cada vez melhores, sucessivamente.

* Beto Cury é o titular da Secretaria Nacional de Juventude, órgão ligado à Secretaria-Geral da Presidência da República.

Assessoria de Comunicação
Secretaria-Geral da Presidência da República
(61) 3411-1407

Fonte: http://www.presidencia.gov.br/secgeral/frame_juventude.htm
Data: 14/10/2005.

JUVENTUDE ANTENADA- Como Anda os JOVENS DESCOBRINDO UM MÉTODO DE LEITURA DA BÍBLIA DA PASTORAL DA JUVENTUDE no Grupo de Jovens









No livro dessa coleção, o autor nos questiona: O que falta para o seu grupo de jovens? Qual a necessidade mais urgente? Onde estão as suas maiores carências? É na ação? Na formação? Na espiritualidade?
É Espiritualidade que esta faltando no seu grupo de jovens?
Pois bem, apresento-lhes o método de Leitura Orante da Bíblia, e também o Ofício Divino das Comunidades que a 11a Assembléia Nacional da Pastoral da Juventude do Brasil em 1995, assumiu para que os jovens e seus grupos desenvolvessem uma espiritualidade contemplativa e ao mesmo tempo comprometedora e pé no chão.
Portanto, meu caro amigo, esse subsídio que agora coloco em suas mãos nasceu para ajudá-lo e ajudar o seu grupo de jovens nessa caminhada.
Vamos fazer a experiência? Com certeza, vai valer à pena. Utilize os roteiros que vem a seguir. A principio ele irá exigir esforço por parte de cada um, mas com o tempo se evidenciará muito fecundo e valioso no chão da sua vida e do seu grupo de jovens.


1o Roteiro
Tema: O que é Leitura Orante da Bíblia?

Objetivo: Conhecer o método da leitura orante da Bíblia, que é uma herança do povo de Israel e das primeiras comunidades cristãs.

Acolhida: É bom que os participantes do encontro sejam acolhidos com uma musica.

Canto: Seja bem-vindo, bem-vindo seja, olé-lê, ô! Seja bem-vindo, bem-vindo seja, olé-lê, á! Não importa se você veio do sul e do norte, a casa é sua, meu irmão, olé-lê, á!

Animador 1: Iniciemos esse encontro perguntando-nos: Como estamos desenvolvendo a espiritualidade no nosso grupo de jovens? O grupo tem nos ajudado no aprofundamento da nossa fé nesses últimos anos?

Animador 2: A Ação e a Formação são alimentadas e fortalecidas pela Espiritualidade e a Mística. Por isso a Pastoral da Juventude do Brasil se preocupa em oferecer subsídios e reflexões que ajudem os grupos de jovens e os jovens do Brasil a vivenciarem esta dimensão importante e decisiva.

Animador (a) 1: Em julho de 1998, a PJ do Brasil realizou a sua 12a Assembléia Nacional, para avaliar as suas atividades, elaborar e apresentar um novo Plano Trienal para os anos 1999, 2000, 2001.

Todos: “Avaliar, redimensionar e celebrar os projetos da Pastoral da Juventude do Brasil, construindo novas respostas e novas estratégias para dar continuidade à caminhada, reforçando o compromisso, a unidade e a identidade rumo ao Novo Milênio”, foi o objetivo da 12a Assembléia.

Animador (a) 1: Em relação ao “Programa de Espiritualidade” as avaliações foram bastante exigentes. Teve-se a impressão que não foi entendido muito bem o que se queria no plano anterior. Vale a pena dar uma lembrada.

Animador (a) 2: O Programa de Espiritualidade, elaborado da 11a Assembléia surgiu da necessidade de propiciar aos jovens a vivência de uma espiritualidade juvenil e libertadora. Para isso foram propostos, aos jovens, meios adequados para esta vivência. Foram assumidos, como caminhos:

Todos: O método da Leitura Orante da Bíblia, o Ofício Divino das Comunidades, e as Liturgias Jovens.

Animador 1: O método da Leitura Orante, é um método judaico de assimilação da Palavra, e que faz parte da herança do cristianismo. “O Novo Testamento, por exemplo, é o resultado da leitura que os primeiros cristãos faziam do Antigo Testamento à luz dos seus problemas e à luz da nova revelação que Deus fez de si através da ressurreição de Jesus, vivo no meio da comunidade. No decorrer dos séculos, esta leitura crente e orante da Bíblia alimentou a Igreja, as comunidades, os cristãos”.

Animador 2: Foi por volta do século XII, no ano 1150, que um monge chamado Guigo, sistematizou esse método como o conhecemos hoje em quatro degrau:

Todos: Leitura, meditação, oração e contemplação.
Canto: Tua Palavra é lâmpada para meus pés, Senhor (2x)
Lâmpada para meus pés e luz, luz para meus caminhos (2x).

Animador 1: A Leitura consiste em ler o texto várias vezes até criar uma familiaridade com ele. É entrar em contato com o texto utilizando-se de atenção, respeito, escuta... evitando a todo custo uma leitura fundamentalista. Para isso é preciso ver o texto dentro do seu contexto e origem procurando informações a partir de perguntas como essas: Por que o autor escreveu esse texto? Qual era a situação socio-politica-econômica-religiosa-cultural da época? Qual a influência dessa situação na vida da comunidade? Qual a mensagem que o autor queria dar para o povo do seu tempo? O que o texto diz?

Animador 2: A Meditação é um convite para que atualizemos o texto lido e consigamos trazê-lo para dentro do nosso contexto. Podemos fazer isso perguntando: o que há de semelhante e diferente entre a situação do texto com o hoje? Depois, é importante resumir tudo numa frase que nos ajudará a recordar durante o dia o que foi lido e meditado. Essa frase é um prolongamento da meditação. Aos poucos vai havendo uma relação do que foi meditado com a vida de quem está meditando.

Animador 1: Praticamente a oração está presente em todas as etapas. A oração aqui é entendida como dialogo com Deus a partir do texto lido e meditado. Este é o momento tanto para louvor, ação de graças, súplicas, pedidos de perdão, rezar algum salmo, recitar preces conhecidas. É importante que esse momento possa ajudá-lo na reflexão da frase escolhida.

Animador 2: Depois de ler, meditar e orar o texto bíblico e sua realidade, chegou a hora de contemplar todo o caminho percorrido. Contemplar é fazer silêncio para escutar Deus. A contemplação nos ajuda a entender o que Deus está querendo de nós através do texto, lido, meditado e orado. E com isso somos convidados a assumir um compromisso de vida com a realidade.

Animador 1: Vamos ver se entendemos?

Todos: A leitura responde a pergunta: O que diz o texto?
A meditação responde: O que diz o texto para mim, para nós?
A oração responde: O que o texto me faz dizer a Deus?
E a contemplação nos ajuda a responder: Estou pronto para assumir uma nova missão?

Animador 1: Esse método pode ser realizado tanto individualmente, como em grupo. A oração individual, é o momento de encontro pessoal com o Senhor, é fundamental para a experiência cristã: “E vocês, quem dizem que eu sou?” (Mt 16,15b). “A busca em comum faz aparecer o sentido eclesial da Bíblia e fortalece em todos o sentido comum da fé. Por isso é importante que a Bíblia seja lida, meditada, estudada e rezada também em comum”

Animador 2: Foi importante para o nosso grupo conhecer esse método? O que podemos fazer para aprofundar mais?

Animador 1: Vamos experimenta-lo? (entregar o roteiro número 2 para ser praticado em casa)

Canto: Toda a Bíblia é comunicação
de um Deus amor, de um Deus irmão.
É feliz quem crer na revelação,
quem tem Deus no coração.



ROTEIRO 2
TEMA: SÓ SE APRENDE REZAR REZANDO

Objetivo: Através de seis passos praticar individualmente a leitura orante da Bíblia em casa, no escritório, no parque, na igreja diante do sacrário, no grupo...

Material necessário: Bíblia.

Sugestão de Textos: Mc 4,1-9; Mc 4, 35-41; Mc 7,1-13; Mt 5,1-12; Mt 7,24-27; Lc 2,46-55; Lc 4,14-21; Jo 2,1-12; Jo 4,1-42, Jo 13, 12-17.

Tempo: 30 minutos

1º Passo: Escolha um texto acima ou outro de sua preferência, poderá ser usado o texto da liturgia semanal ou dominical, e procure um local tranqüilo e agradável para refletir e rezar. Em seguida, respire pausadamente e várias vezes, e com um canto, mantra ou uma oração, peça as luzes do Espírito Santo para esse momento de oração.

2º Passo: Leia o texto várias vezes. Leia também o texto anterior e o posterior para perceber todo o conjunto. Faça ao texto aquelas perguntas das quais falamos no primeiro roteiro, para situa-lo no contexto da época em que foi escrito. Veja nas linhas e nas entrelinhas. Verifique também a existências de outros textos semelhantes em outros Evangelhos ou livros bíblicos e compare. As introduções aos livros bíblicos, as notas de rodapé da sua Bíblia e o acesso a subsídios publicados pelas editoras podem ajudar e muito a situar o texto dentro do contexto.

3º Passo: Atualize o que você acabou de ler, confrontando-o com a sua vida. A pergunta para ser feita nesse momento é: O que este texto tem a ver com o contexto no qual estou inserido? O que tem a ver com a minha vida, com o que estou sentido? O que tem a ver com o meu grupo ou movimento?

4º Passo: Responda a Deus em forma de oração a partir daquilo que você sentiu através dos dois momentos anteriores. Transforme as palavras do texto em oração, em preces, pedidos, louvores, perdão, agradecimento, admiração. Deixe os sentimentos brotarem de dentro de você com franqueza e autenticidade. Oração é dialogo, comunicação com Deus.

5º Passo: Fique algum tempo em silêncio contemplativo saboreando tudo o que você experimentou durante esse momento de oração. Sinta-se olhado por Deus. O silêncio nesse instante é importante para se ouvir o que Deus está pedindo para ser posto em prática no dia-a-dia. É por isso que a contemplação é ativa. Ela nos impulsiona a fazer algo concreto. O que Deus está pedindo?

6º Passo: Escolha uma frase do texto como resumo para memorizar durante o dia. A frase é para ajudá-lo a recordar o compromisso assumido no diálogo com o Senhor.

Obs: tudo precisa ser feito em clima de oração

ROTEIRO 3
LEITURA ORANTE FEITA EM GRUPO

Sugestões de textos:

1 . Acolhida, oração
Acolhida e breve partilha das expectativas.
Oração inicial, invocando a luz do Espírito Santo.

2 . Leitura do texto
Leitura lenta e atenta, seguida por um momento de silencio. Ficar calado, para que a Palavra possa calar em nós. Repetir o texto em mutirão, tentando lembrar tudo o que foi lido.

3. O sentido do texto
Trocar impressões e dúvidas sobre o sentido do texto. Se necessário, ler novamente e esclarecer-se mutuamente. Um momento de silêncio para assimilar tudo o que foi ouvido.

4. O sentido para nós
Ruminar o texto e descobrir o seu sentido atual. Aplicar o sentido do texto à situação que vivemos. Alargar o sentido, ligando-o com outros textos da Bíblia. Situar o texto no Plano de Deus que se realiza na história.

5. Rezar o texto
Ler de novo o texto com toda a atenção. Momento de silêncio para preparar a resposta a Deus. Rezar o texto, partilhando as luzes e forças recebidas.

6. Contemplar, comprometer-se
Expressar o compromisso a que a Leitura Orante nos levou. Resumir tudo numa frase para levar consigo durante o dia,

7. Ler um salmo
Achar um salmo que expresse tudo o que foi vivido no encontro. Rezar o salmo para encerrar o encontro.


ROTEIRO 4
TEMA: PRATICANDO COMUNITARIAMENTE A LEITURA ORANTE


Objetivo: Levar o grupo a fazer a Leitura Orante de Lc 15, 8-9

Material: Bíblias, música instrumental.

1o Passo: O grupo é acolhido com um canto alegre. Em seguida o animador do encontro pergunta: quem praticou a leitura orante durante a semana? Como foi fazer a experiência? Quais foram às descobertas? As dificuldades encontradas? Deixar o grupo partilhar a experiência, em seguida convida o grupo a pedir as luzes do Espírito Santo para esse novo encontro de aprofundamento do método da Leitura Orante.

Canto: Vem Espírito Santo, vem, vem iluminar...

2o Passo: O animador/a convida os jovens a fazerem individualmente a leitura, vagarosa, atenta e criteriosa do texto de Lc 15, 8-9, levando em consideração o que vem antes e o que vem depois. Após a leitura o animador/a interroga o grupo: Quem está falando e com quem está falando? (silêncio...) O que diz o texto?

3o Passo: Alguém previamente escalado conta o texto sem usar a Bíblia. O animador/a através de pequenos intervalos de tempo orienta a meditação perguntando: O que esse texto esta falando para cada um/a de nós? Que frase ou palavra esta falando mais forte nesse momento? Repita esta frase ou palavra suavemente, várias vezes, para você e para Deus.

4o Passo: O que gostaríamos de falar para Deus agora? Este é o momento de nos dirigir pessoalmente a Deus para louva-lo, agradece-lo, pedir mais luz para compreender a Palavra, etc... Deixar tempo suficiente para a oração e depois fazer uma encenação (sem fala) do texto, caracterizando bem o acender da luz, o varrer da casa, a procura da moeda, a satisfação do encontro, a alegria e a partilha com as amigas.

5o Passo: Contemple agora a ação que Deus operou em você na leitura, meditação e oração desse texto. Em silêncio interior responda a seguinte pergunta: O que esse texto sugere que eu faça de concreto na minha vida?

Canto:

- Depois do canto, o animador ou outra pessoa preparada amplia a proposta feita pela Pastoral da Juventude do Brasil para se ler a Bíblia, nos seguintes passos:

“a) Acender a Luz: Não é suficiente compreender a história da vida daqueles que hoje lêem a bíblia. Necessitamos conhecer a história do povo que viveu as narrativas bíblicas e que, percebendo a ação de Deus em suas vidas, foi fiel e as registrou. É o ato de iluminar a vida, ontem e hoje.

b) Varrer a casa: Processo de rea-propriação da bíblia. É retirar a poeira acumulada (opções, prioridades nunca postas em prática), deslocar móveis pesados e nunca arrastados (tradições, costumes), evitar a seleção de preferências de textos, evitar preconceitos e relações apressadas.

c) Procurar diligentemente: Faz estabelecer um dialogo com o texto. Manter-se fiel ao texto. Perguntar pela vida concreta é perguntar pela forma de organizar a vida: o trabalho, a vida social, as relações entre pessoas (homem, mulher, adultos, crianças), poder político, o saber, a religião, a cultura os costumes.

d) Reúne amigas (os) e vizinhas (os): o achado não é assunto particular, nem serve para satisfação interior. A leitura da bíblia não é assunto particular. Exige rua, relações, vizinhança, comunidade e é ecumênica.

e) Alegrai-vos: Convoca para o louvor, a celebração: “o que está perdido, foi achado”. A espiritualidade é motivação par a alegria, a partilha, a celebração, a festa.”

6o Passo: Como é fazer a leitura da Bíblia assim? Como se sentiram? Quais foram as descobertas? Qual foi o momento mais gostoso? Esse encontro foi importante para o nosso grupo? Por que?


ROTEIRO 5
TEMA: ORAÇÃO E AÇÃO = Lc 10,38-42

Objetivo: Incentivar cada um a descobrir através da leitura orante da bíblia a importância da oração na vida pessoal e na vida do grupo de jovens.

Material necessário: Uma bacia com água perfumada, Bíblias, vela, aparelho de som, Cds com música instrumental ou cantos gregorianos, cadeiras suficientes para todos, almofadas ou tapetes, um barco de isopor, dois remos, uma rede de pesca, animadores do encontro devidamente preparados e sintonizados uns com os outros.

Ambiente: Arrumar a sala de modo que o ambiente por si só já seja um convite para a oração. No centro colocar a rede de pesca, o barco com os remos, uma vela acesa e um cartaz escrito: “É preciso orar e trabalhar”

Canto:

Acolhida: Sejam todos bem-vindos. Estamos experimentando em nossos encontros um jeito novo e gostoso de escutar a Palavra de Deus. Esse jeito é novo para nós, mas na verdade os primeiros cristãos já o conheciam e o praticavam. O objetivo desse método é alimentar a vida diária através da Palavra de Deus. Nos encontros passados tivemos a felicidade de conhece-lo e até pratica-lo. Hoje queremos experimentar um pouquinho mais desse método que alimentou a Igreja e os primeiros cristãos por muitos e muitos séculos. (Enquanto se canta o mantra repetindo várias vezes, duas pessoas com a bacia contendo água perfumada unge as mãos ou os rostos dos participantes dando-os as boas-vindas).

Para início de conversa: Vamos nos sentar e nos acomodar de maneira confortável, pois quero lhes contar uma bonita estória. “Um velho pescador, bom cristão, gravara num dos remos da sua canoa a palavra “trabalho” e no outro remo a palavra “espiritualidade”. Certo dia, ele conduzia, para a outra margem do rio, um jovem que não rezava mais e considerava a religião como velharia inútil. Ao ver a palavra “espiritualidade” num dos remos, o jovem disse ao velho em tom de ironia:
- Você ainda é dos tempos atrasados! Para que rezar? Não basta trabalhar? Deixe essas coisas inúteis, não perca tempo com rezas...
O barqueiro nada retrucou e, como única resposta, parou de movimentar o remo que tinha a palavra “espiritualidade”, movimentando violentamente só o outro, que tinha a palavra “trabalho”.
Logo apareceu o resultado: o barco começou a girar em torno de si mesmo, sem ir para frente a fim de atingir a outra margem do rio. Assim o jovem percebeu que para chegar à outra margem era necessário manejar os dois remos”.
Vamos conversar um pouco:
ü O que você achou dessa estória?
ü O que é oração para você?
ü Alguém tem um testemunho para contar de uma ocasião em que a oração ajudou a superar um momento difícil da vida?
ü Por que você acha que a oração o ajudou?

1o Momento: (em pé) Para dar continuidade ao nosso encontro, vamos acolher a Sagrada Escritura que solemente será trazida para o nosso meio. (Alguém traz solenemente a Bíblia, dançado festivamente ao som de uma musica apropriada, em seguida incensa a Palavra e proclama solenemente o texto de Lc 10,38-42, depois coloca a Bíblia perto da barca e da rede).

Animador: (sentados) Algumas perguntas nos ajudaram a compreender melhor o texto que acabamos de ouvir: Quem aparece no texto e o que fazem? Qual é a atitude de Marta? E a atitude de Maria? Quem são Marta e Maria? O que disse Jesus? O que Lucas quer mostrar para a sua comunidade através desse fato que aconteceu com Jesus? Vamos ler novamente o texto, só que agora, individualmente, para compreendermos melhor a mensagem de Lucas para o povo da sua época?

2o Momento: O animador deve destacar que este é o momento de meditar, de atualizar o texto para a vida e o contexto de cada um. As perguntas para orientar o grupo nesse momento são: O que Lucas esta querendo falar conosco através desse texto? O que nos agita e nos preocupa em nossa vida? Qual palavra ou frase do texto que mais nos tocou? O que ficou no coração?

3o Momento: O que o texto nos faz dizer, ou seja, o que eu quero dizer agora para Deus? Este momento é de diálogo com Deus e cada um pode fazê-lo em voz alta, através de uma oração, de uma prece, de um louvor, pedido de perdão ou de agradecimento.

4o Momento: Somos convidados agora a perceber a ação de Deus no cotidiano da nossa vida. O que esse texto me faz enxergar? Qual a Boa Notícia que o texto me leva a fazer de novo no meu-dia-dia? O que podemos fazer, tanto individualmente como em grupo, para ouvir mais as palavras de Cristo em nossa vida e em nosso grupo?

Canto: É como a chuva que lava, e como o fogo que arrasa;
Tua palavra é assim não passa por mim, sem deixar um sinal..

Celebrando e comprometendo com a palavra: O animador convida o grupo a partilhar a experiência feita: Como foi fazer a leitura assim? Como se sentiram? Quais foram as descobertas? Qual foi o momento que você mais gostou? Qual a palavra ou frase do texto que mais o tocou?

Canto: É como a chuva que lava, e como o fogo que arrasa;
Tua palavra é assim não passa por mim, sem deixar um sinal.

(Enquanto isso vai passando a bíblia e a vela num gesto de compromisso coletivo de colocar em prática no dia-a-dia a Leitura Orante da Bíblia e da vida). Insistir para o grupo exercitar o método em casa através do roteiro número 1 com os seis momentos da leitura orante que já foi distribuído no primeiro encontro.

Avaliação: A leitura orante e diária da Bíblia é como a chuva, que aos poucos vai amolecendo e fecundando o chão duro da nossa vida (Is 55,10-11). Entrando em dialogo com Deus e meditando a sua Lei, dia e noite, a pessoa cresce como a árvore plantada à beira dos córregos e dá fruto no tempo devido e suas folhas nunca murcham (Sl 1,3). Não se vê o crescimento, mas se percebe o seu resultado no encontro renovado consigo mesmo, com Deus e com os irmãos. “Tua Palavra é assim, não passa por mim, sem deixar um sinal”, foi assim que nós acabamos de cantar?
Esta reunião foi importante para o grupo? Por que?


ROTEIRO 6
TEMA: SOMOS SAL DA TERRA E LUZ DO MUNDO


Objetivo: Experimentar a leitura orante da bíblia para ajudar a vivência da espiritualidade na vida do grupo

Material necessário: Bíblia para cada participante, aparelho de som, CDs com música instrumental ou cantos gregorianos, um par de sandálias, lençóis, sal, vela para cada participante, Círio, terra, globo ou mapa do mundo.

Ambiente: No meio da sala fazer uma grande tenda com lençóis de modo que todos possam entrar dentro. Colocar na tenda uma vela grande (círio), bíblia, sandálias como se estivesse saindo da tenda, o sal, a terra, o globo ou mapa e no alto da tenda um cartaz escrito: “Vós sois o sal da terra, vós sois a luz do mundo”.

Acolhida: Acolher os participantes dando uma vela para cada um e com música instrumental, criar um ambiente propicio para a oração. O animador da as boas-vindas em seguida faz um levantamento para saber quem está exercitando em casa a leitura orante, e após os depoimentos, em frente à tenda, com as mãos dadas pede junto com os demais participantes as luzes do Espírito Santo entoando um canto apropriado.

Vivendo a Palavra de Deus:

1o Momento: Convidar o grupo a silenciar para ler o texto: Mt 5,13-16. Fazer a leitura (varias vezes) individualmente, levando em consideração o que vem antes e o que vem depois. Perceber quem aparece no texto e o que fazem.. Qual será o problema que a comunidade de Mateus estava enfrentando e que fez surgir esse texto no ano 80?

2o Momento: Destacar que este é o momento de meditar. Deixar Deus falar com cada um através do texto. Cada pessoa é convidada a atualizar o texto para dentro do contexto atual, destacando uma palavra ou a frase do texto que mais o tocou e que ficou no coração.

3o Momento: Cantando a música: “Deixa a luz do céu entrar” ou outra que sirva para esse momento, o animador acende a sua vela no Círio e vai acendendo a vela de quem está ao seu lado, e assim sucessivamente. Quando todos estiverem com as suas velas acesas conduz um momento de relax pedindo que fixem seus olhos na chama da vela, respirando profundamente pelo nariz e expire pela boca, procurando sentir uma unidade com a vela. Mantendo a concentração na chama perceba os detalhes, as cores, o movimento. Aproxime a vela o mais próximo possível, fixe os olhos na chama por alguns minutos sem piscar e feche os olhos em seguida. Perceba a sombra e a dança da chama. Fique assim alguns minutos. Lentamente abra os olhos, respire. O que o que eu quero dizer agora para Deus? Orientar que este momento é de diálogo com Deus e cada um pode faze-lo através de uma oração de louvor,perdão ou agradecimento.

4o Momento: Orientar o grupo dizendo que esse momento é de contemplação. Perceber a ação de Deus no cotidiano da vida. O que o texto me faz enxergar? Qual a Boa Notícia que o texto me leva a fazer de novo no meu-dia-dia?

Comprometendo-se com a palavra: Através de um canto fazer a ligação entre um momento e outro. O animador pega o sal e passa entre os participantes para que provem e convida partilhar a experiência feita: Como foi fazer a leitura assim? Como se sentiram? Quais foram as descobertas? Qual foi o memento que você mais gostou?

Celebrando com a palavra: O coordenador convida o grupo a se colocar em pé, e dizer qual a palavra ou frase do texto que mais o tocou. Essa frase ou palavra irá nos acompanhar e será por nós ruminada durante o dia. Em seguida canta uma canção apropriada para o momento, enquanto os participantes vão experimentando do sal que vai passando, a luz e a Bíblia num gesto de compromisso de continuar colocando em prática no dia-a-dia a Leitura Orante da Bíblia.

Avaliação:
Esta reunião foi importante para o grupo? Por que?


ROTEIRO 7
TEMA: QUERO ENXERGAR DE NOVO


Objetivo: Ajudar os jovens, através do capítulo 9 de João, a “enxergar” melhor, ligando a religião com a vida diária de cada um, desenvolvendo o senso crítico sobre a realidade e avaliando o engajamento e a caminhada pessoal e do grupo na comunidade e na sociedade. Esse encontro é bom que seja feito à noite ou em um ambiente com pouca luminosidade.

1o Passo: Escolha do lugar, preparação, silêncio, oração pessoal

2o Passo: Ler devagar todo o texto uma vez. Ler uma segunda vez a partir das seguintes chaves de leitura: Quem é o “cego”? Quais os grupos (fariseus, vizinhos, pais) que se irritaram quando o “cego” começou a enxergar? Qual foi a reação deles? Quais foram as reações do cego? Qual foi a sentença dura de Jesus para com os fariseus?

3o Passo: Atualização do texto dentro do nosso contexto. Quem é o cego de hoje ? Será que também somos cegos? Existem grupos em nosso meio que não querem que “cegos” enxerguem ? Quais ? Por que? Quais as causas e conseqüências desta situação ?

4o Passo: O que tudo isso me faz dizer a Deus?

5o Contemplação. Que pistas concretas o texto oferece para que cada um e o grupo de jovens possa atuar diferente?

6o Passo: Escolhe uma frase do texto como resumo para o prolongamento da reflexão na vida.

Obs: O grupo poderá estudar outros textos que reflita sobre a realidade e o exercício da cidadania, a partir da PALAVRA DE DEUS, buscando pistas concretas para uma ação libertadora - aquela que faz de cada um o sujeito da história.

Lc 18, 18-25: O jovem rico ou a vida cristã exige uma opção.

Mt 10,25-37: O bom samaritano ou a verdadeira religião x a falsa religião.

Mt 25,31-46: O juízo final ou opção preferencial pelos pobres

Mt 4,1-11: As tentações de Jesus ou vida cristã: uma escolha

* A narrativa de João 9 (a cura do cego de nascença) merece ser encenada usando as mesmas palavras do Evangelho. Em um ambiente semelhante a um tribunal o cego e Jesus são acusados, porém, a figura de Jesus deverá ter um destaque especial: No começo é julgado à revelia. Só reaparece no fim; ai, ele vira a mesa: de acusado passa a acusador, acolhe o que foi por eles acusado e humilhado (v. 35-41). No fim atua como juiz: pronuncia os culpados e os “excomunga”. Seu julgamento tem como base a fidelidade ou não à Luz.


ROTEIRO 8
TEMA:REZAR COM O FÍCIO DIVINO DAS COMUNIDADES

Animador 1 - Um outro método de oração bastante antigo na Igreja e que vem dos nossos pais e mães da nossa fé é o Ofício Divino das Comunidades . É um método jovem, bem parecido com a gente, porque está aberto ao jeito de cada um viver a fé em nosso tempo. Nesses últimos anos tanto o Ofício Divino como a Leitura Orante tem se tornado uma referência importante e ajudado muitos grupos de jovens a organizarem melhor a vida de oração em seus encontros, assembléias e reuniões. Juntando o Ofício com a Leitura Orante teremos mais uma opção agradável e gostosa de rezar sem ser chato.

Animador 2: A estrutura usada no Ofício das Comunidades é uma adaptação inculturada do louvor conforme a tradição judaica e das primeiras comunidades cristãs. O esquema que proponho juntando com a Leitura Orante, consiste na oração pessoal logo na chegada, em uma abertura, na recordação da vida, na recitação de um hino, na utilização de um salmo, na leitura, meditação, oração, contemplação e oração e benção final. Vamos experimentar?

Sugestão de textos: Ex 19, 1-11; Dt 30,15-20; Is 6, 1-13; Is 42,18,25; Is 54,1-17; Am 6, 1-7; Jr 1, 4-10; Mc 2, 1-12; Mc 6, 45-52; Mt 16,24-28; Lc 5,1-11; Jo 15,1-17.

1. Ambientação- Em circulo, se possível, de modo que todos se enxerguem. Esse jeito já é um sinal litúrgico de comunhão entre nós e o Senhor. O espaço poderá ser decorado com pouca iluminação e com símbolos: uma toalha, vela, flores, incenso...

2. Chegada – Silêncio para a oração pessoal. Uma música instrumental ajuda criar um clima gostoso e convidativo para a oração. Quem for chegando vai cumprimentando os companheiros e companheiras mais próximos com um toque afetuoso, sem fazer barulho, para guardar o clima de tranqüilidade de quem já esta rezando.

3. Abertura - Alguém acende a vela, o incenso e o cantor ou cantora entoa a abertura do Ofício. Faz-se o sinal da cruz sobre os lábios, ao cantar o verso “Estes lábios meus, vem abrir, Senhor” e um sinal da cruz mais amplo da cabeça ao peito, de um ombro ao outro, ao cantar o verso “Vem ó Deus da vida, vem nos ajudar”, e ao receber a benção final. Durante o glória pode-se fazer também o sinal da cruz, ou levar as mãos, ou se inclinar. Ao cantar o verso “Aleluia irmãs, aleluia irmãos”, todos se cumprimentam com um gesto afetuoso de olhar, beijo ou abraço.

Abertura para quando for rezado o Ofício de manhã:
- Estes lábios meus, vem abrir, Senhor, (bis)
Cante esta minha boca sempre o teu louvor! (bis)
- Venham, adoremos, a nosso Senhor! (bis)
Hoje ele nos reúne em seu grande amor. (bis)
- Seu amor preencha nosso amanhecer. (bis)
E todo o dia alegres vamos conviver!
- Não fechemos hoje nosso coração, (bis)
Sua voz escutemos com toda atenção! (bis)
- Glória ao Pai, ao Filho e ao Santo Espírito
Glória à Trindade Santa, glória ao Deus Bendito!
- Aleluia, irmãs, aleluia, irmãs
Dos jovens que trabalham e rezam, a Deus louvação

Abertura para quando for rezado o Ofício à tarde:
- Venham, ó nações, ao Senhor cantar! (bis)
Ao Deus do universo venham festejar! (bis)
- Seu amor por nós, firme para sempre, (bis)
Sua fidelidade dura eternamente. (bis)
- Glória ao Pai e ao Filho e ao Santo Espírito. (bis)
Glória à Trindade Santa, gloria ao Deus bendito! (bis)
- Aleluia, irmãs, aleluia, irmãos! (bis)
Povo de sacerdotes, a Deus louvação? (bis)
- Ao partir o pão ele apareceu, (bis)
Fica, Senhor, conosco, já escureceu! (bis)

Abertura para quando for rezado o ofício à noite:
- Venham, ó nações, ao Senhor cantar! (bis)
Ao Deus do universo venham festejar! (bis)
- Seu amor por nós, firme para sempre, (bis)
Sua fidelidade dura eternamente (bis)
- Teu poder ó, Deus, vem nos revelar. (bis)
Por teu amor agora vem nos libertar (bis)
(acendem-se as velas)
- Para ti. Senhor, toda noite é dia, (bis)
A escuridão mais densa logo se alumia. (bis)
- Vem, ó luz da vida, vem Cristo Jesus (bis)
Vem dissipar a noite, sol que nos conduz! (bis)
(oferta-se incenso ou ervas cheirosas)
- Suba nosso incenso a ti, a ti, ó Senhor, (bis)
Das mãos de quem vigia, recebe o louvor! (bis)
- Nossas mãos orantes para os céus subindo, (bis)
Cheguem como oferenda ao som deste hino. (bis)
- Glória ao Pai e ao Filho e ao Santo Espírito. (bis)
Glória à Trindade Santa, gloria ao Deus bendito! (bis)
- Em pé, vigilantes, juntos na oração. (bis)
Vamos ao seu encontro, lâmpadas nas mãos! (bis)

4- Recordação da vida – ou – Revisão do Dia. Muitas vezes vamos para a oração, com questionamentos, dúvidas, esperanças, tristezas, alegrias, conquistas, lembranças de pessoas ou fatos marcantes da história, da comunidade, do grupo de jovens, da escola, do trabalho, da vida familiar, o que fazer com tudo isso? Partilhar as lembranças, os sentimentos as preocupações, pois quando partilhamos ligamos a páscoa da vida com à Páscoa de Cristo. A partilha poderá ser feita também em forma de jogral, música, teatro...

5. Hino – É um cântico que expressa a vivência de um povo ou de uma comunidade. Há muita coisa boa na nossa música popular brasileira, bem ao gosto da juventude que serve para ser usado como hino do Ofício. É importantes que esse hino tenha algo com o momento anterior, a recordação da vida, e que ajude o grupo a rezar.

6. Salmo – Os Salmos são orações poéticas, das quais cerca de cem expressam lamentação e/ou denúncia, e cinqüenta, louvor. Eles dizem que Deus é Alguém que aparece a qualquer momento; está em comunicação direta com os homens; intervém nos momentos críticos da vida; vence as guerras; curas as doenças; chega a mudar as leis da natureza para realizar o seu plano com os homens. Rezando os Salmos encontramos algo de nós mesmos que nos faz descobrir quem somos e qual a nossa responsabilidade. Todos eles nasceram de circunstâncias que nós também vivemos: alegria, gratidão, tristeza, angústia, dúvida, desespero, frustração, abandono, derrota, vitória, crise, paz, guerra, incompreensão, fidelidade, amizade, traição, doença, velhice, perseguição, injustiça, opressão, sensação de contradição e absurdo da vida...
Para cada situação da nossa vida existe um salmo correspondente. Eles podem ser rezados individualmente, em grupos alternados, ou cantados. Quem coordena previamente estabeleça o modo de faze-lo.

07. Leitura – O que se deve ler? Quem coordenar a reunião, ou o momento de espiritualidade, deverá escolher antecipadamente uma leitura que seja breve ou se desejar poderá ser a leitura do dia ou da liturgia dominical e conduzir o grupo conforme os passos já conhecidos da Leitura Orante.

08. Meditação – Como resposta imediata à palavra ouvida, canta-se um cântico responsorial e depois em silêncio o grupo é convidado a repassar para o coração o que foi ouvido atualizando o texto com o contexto de cada um.

09. Oração – Quem coordena convida o grupo a fazer primeiramente preces de louvor, agradecimento, suplica, intercessão, etc... No final, todos cantam ou rezam o Pai-Nosso, acrescentando: “Pois vosso é o Reino, o poder e a glória para sempre”, como faziam as primeiras comunidades cristãs, e como fazem até hoje as Igrejas evangélicas.

10. Contemplação – O que o Senhor está nos pedindo para ser feito?

10. Partilha - Quem coordena convida o grupo a partilhar entre os irmãos os sentimentos, impressões, e os apelos que a Palavra de Deus fez surgir em cada um.

11. Benção final - A bênção poderá ser feita das seguintes formas, escolha um.
1o - Pede-se que se formem duplas. Um em frente do outro. Com a mão direita na cabeça do companheiro da frente se diz ou se canta: Deus te abençoe. Com as duas mãos nos ombros: Deus te proteja. Abraçando de um lado e de outro: Deus te de a paz, Deus te de a paz.

2o - Com as mãos estendidas o coordenador convida o grupo a encerrar a oração abençoando-os: “Que o caminho seja brando a teus pés,/ o vento sopre leve em teus ombros./ Que o sol brilhe cálido sobre tua face,/ as chuvas caiam serenas em teus campos,/ e até que, de novo, eu te veja. / Que Deus te guarde na palma de sua mão”. (Antiga bênção irlandesa)

3o - Que o Senhor nos abençoe e nos guarde. Que Ele nos mostre sua face e se compadeça de nós. Que nos abençoe o Deus todo poderoso. Pai, Filho, Espírito Santo. Amém.

4o Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo.
Para sempre seja louvado!

12- Abraço da Paz - O abraço da Paz poderá ser feito da seguinte maneira: Pede-se que se formem duplas. O orientador ergue a mão direita na altura do ombro e toca na mão direita do companheiro da frente, que também tem a sua mão direita erguida na altura do ombro. O mesmo se faz com a mão esquerda, ou seja, mão direita, com mão direita, mão esquerda, com mão esquerda. E no final um abraço apertado.



ROTEIRO 9
TEMA: CELEBRAÇÃO VOCACIONAL


Ambiente: Uma mesa com panelas vazias, roupa rascada, martelo, fotos de crianças famintas e abandonadas, fotos de ônibus lotados... Outra mesa com jarra com água, Bíblia, esmola, aliança, fascículos de novenas, terços azeite.. . .

Canto: Senhor, se tu me chamas, eu quero te ouvir .
Se queres que eu te sigas, respondo: eis-me aqui.

Animador 1: (Dá as boas-vindas e motiva o encontro). É o Senhor Jesus que nos reúne. Ele nos ama e nos dirige sua Palavra. Palavra de vida e esperança. Palavra que nos convida, convoca, provoca e envia. No Documento Final do 1.º Congresso Vocacional do Brasil, realizado em 1999 em São Paulo, viu-se a necessidade de “um trabalho de integração entre pastoral da juventude e pastoral vocacional, respeitando a especificidade e a identidade de cada uma” (n.º 36).

Animador 2: Esta celebração é um convite para que a gente aceite o chamado que Deus nos faz para trabalharmos na construção da sociedade justa, fraterna, com pão na mesa para todos.

An. 3: Precisamos deixar Deus abrir os nossos olhos para nos mostrar a dura realidade de sofrimento e angustia que tantas pessoas experimentam. Precisamos deixar que o Senhor abra nossos ouvidos para que escutemos o grito dos que não têm casa para morar e pão para comer.

Todos: A voz do Senhor, nosso Deus, sussurra ao nosso coração: “O que poderás fazer pelo teu irmão?”.

An. 5: Iniciemos nossa celebração cantando:

- Estes lábios meus, vem abrir, Senhor, (bis)
Cante esta minha boca sempre o teu louvor! (bis)
- Venham, adoremos, a nosso Senhor! (bis)
Hoje ele nos chama por seu grande amor. (bis)
- Não fechemos hoje nosso coração, (bis)
Seu chamado escutemos com toda atenção! (bis)
- Glória ao Pai, ao Filho e ao Santo Espírito
Glória à Trindade Santa, glória ao Deus Bendito!
- Aleluia, irmãs, aleluia, irmãs,
Dos jovens que trabalham e rezam, a Deus louvação

Todos: Sim, o Senhor nos faz a pergunta: O que poderás fazer pelo teu irmão que passa necessidades?'' (Canto à encolha do grupo).

An. 1: Jesus Cristo viveu numa família. Conviveu com as comunidades. Foi solidário com os doentes. Compreendeu a fome dos famintos. Consolou as viúvas. Denunciou as injustiças. Desmascarou a corrupção. Lutou e deu a vida pela dignidade da pessoa.

An. 2: Hoje, Jesus Cristo, presente entre nós pergunta: Quais são os sofrimentos, as angústias e os ferimentos das pessoas? (Deixar o grupo falar.)

An. 5: (Oração) Senhor Deus, nosso Pai, abençoai nosso encontro. Fortificai nossa fé. Ajudai-nos a ser solidários com as pessoas que sofrem e que estão sendo injustiçadas, oprimidas, marginalizadas e desprezadas. Colocai em nosso coração os sentimental de Jesus, filho de Maria e amigo dos pobres. Isso vos pedimos, ó Pai, por meio de vosso filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

An. 1: Vamos receber a Bíblia Sagrada. Ela é a Palavra viva de Deus para nós, hoje. Ela é luz na caminhada. Revela a vontade e o sonho de Deus, nosso Pai. Queremos acolhê-la, de pé, cantando o canto (à escolha do grupo). (Enquanto isso, entra na assembléia, em procissão, a Bíblia rodeada por pessoas trazendo flores, ervas cheirosas, ramos, velas, incenso...)

Proclamação da Palavra por alguém da assembléia: Lc 10,17-24.

An. 2: Qual é a mensagem que o Evangelho nos comunica? O que ele nos diz em relação ao sofrimento dos nossos irmãos, hoje? (Após essas perguntas, reler algumas frases do Evangelho que foi lido).

Preces:

Um jovem mostra a estola e diz: Senhor, o sacerdote é uma pessoa que entrega sua vida gratuitamente para servir e mostrar que somos todos iguais, irmãos, filhos do mesmo Pai que está nos céus. Dai-nos a graça de poder doar a vida para que haja menos fome no mundo. Rezemos.

Uma jovem mostra um par de alianças e diz: Nosso Deus e Pai, olhai estas alianças. Simbolizam amor, fidelidade, compreensão, partilha. Dai-nos a graça de nossas famílias abrirem as portas de nossas casas aos necessitados e aos famintos. Fazei que em nossas famílias se cultive o espírito comunitário e solidário. Rezemos.

Outro jovem mostra a Bíblia e diz: Deus, nosso Pai e amigo, quereis o bem de todos. Fazei que a vossa Palavra ilumine o nosso caminho e nos lave até as pessoas pobres e doentes. Que vossa Palavra nos ensine a transformar as estruturas e a partilhar nossos bens. Rezemos.

Alguém mostra um terço e diz: Ó Deus, sois o Pai de todos. Dai-nos a graça de estarmos sempre unidos, como estas contas do terço, no serviço que fazemos em favor da comunidade. Que Maria, mãe de Jesus, nos acompanhe e nos projeta na luta contra a injustiça e a discriminação. Rezemos.

Enquanto alguém montra a jarra com água e diz: Senhor, um dia fomos batizados. Mergulha- mos na vossa graça e recebemos o presente de sermos filhos e filhas vossas. Queremos assumir hoje o compromisso de caminhar como discípulos que acolhem, curam, consolam, anunciam o Reino. Rezemos.

Alguém mostra as flores e diz: Pai, queremos que o mundo seja um paraíso para todos, com mesas fartas de pão e muita festa para celebrar a vida e o vosso amor. Rezemos.

Alguém mostra o óleo e diz: Pai, no dia do nosso batismo e da nossa crisma, fomos ungidos com o óleo do Espírito Santo para sermos sacerdotes e construtores da nova sociedade. Fazei que hoje reassumamos nossa missão e sejamos dignos do nome de cristão que trazemos gravado no coração. Rezemos.

Pai-nosso: (pessoas em silêncio se aproximam da mesa, tomam as panelas vazias, talheres, roupas, fotos, martelo, enxada, vela acesa... e mostram à comunidade... Depois de algum tempo em silêncio, reza-se, de mãos erguidas o pai-nosso).

Partilha do pão: (Após a oração do pai-nosso, entram jovens trazendo pedaços de pão e os colocam dentro das panelas vazias... Passam-se as panelas entre os presentes e cada um se serve de um pedaço e o troca ou reparte com o vizinho. Enquanto isso se canta: “Pão em todas as mesas”- ou outro canto).

Mensagem final: Deus colocou no coração de cada um de nó um chamado. Uma vocação é uma convocação. As pessoas pobres, necessitadas, doentes, tristes, desempregadas sempre nos recordam a vocação colocada por Deus em nosso coração. O mês vocacional reaviva essa vocação que mora em nós. Foi colocada por Deus.

An. 1: Ser padre
Todos: é lutar para que haja comida na panela de todos.

An. 2: Ser catequista
Todos: é ensinar a partilhar o pão.

An. 3: Ser religioso
Todos: é entregar a vida a serviço da fraternidade e da justiça

An. 4: Ser pai e mãe
Todos: é promover, defender, gerar e plenificar a vida.

An. 2: Ser animador de comunidade
Todos: é promover o espírito comunitário e solidário.

An. 1: Ser cristão
Todos: é assumir radicalmente a mudança das estruturas que geram a fome e matam a vida.

An. 2: Ser vocacionado,
Todos: Todos o somos quando buscamos a justiça e a liberdade para todos.

An. 3: O que podes fazer por teu irmão?

Todos: Caminhar com ele na luta pela dignidade da vida e na conquista de seus direitos de ser gente, de amar e ser amado.

Canto final: à escolha do grupo.


CONCLUSÃO


Querido amigo, como você sabe, um principiante torna-se um bom artífice, exercitado-se. Não pode desanimar diante das dificuldades. Deve perseguir em frente, exercitando-se continuamente. Quanto mais difícil a arte, mais exercício exige. Aprende-se a andar, andando; a falar, falando; a escrever, escrevendo; a namorar, namorando; e a rezar, rezando.
Para que você possa manejar com perfeição o método da Lectio Divina, você precisa exercitar-se diariamente. O método está agora ao seu alcance. Ele poderá fazer produzir muitos frutos na sua vida ou permanecer estéril, depende de você. Se você coloca-lo em prática, sua vida será fecunda e todos os que estiverem a seu redor serão enriquecidos com suas boas obras. Se você leu, mas logo o esqueceu, tudo continuará do mesmo jeito.
Todo exercício requer seriedade, esforço, compromisso. Por isso siga ainda essas instruções: Exercite o método todos os dias, tenha uma hora marcada e marque a duração do tempo, escolha um bom lugar para fazer o exercício, leia com caneta e papel na mão, faça tudo num ambiente de oração, pois você não está estudando, você esta buscando um encontro com Deus.
Felicidades!

JUVENTUDE ANTENADA- Como Anda a ESPIRITUALIDADE DA PASTORAL DA JUVENTUDE no Grupo de Jovens






Em sua história, a Pastoral da Juventude tem falado (e vivido) muito sobre a questão da formação/desenvolvimento integral das mulheres e dos homens, sujeitos da nova socieidade. Temos falado sobre o processo de educação na fé, sobre as múltiplas e complexas realidades da juventude e sobre as várias dimensões que integram a existência humana, dentre elas, a espiritualidade.
Enquanto dimensão da vida humana, a espiritualidade representa aquilo que responde à sede humana por aquilo que é pleno, sede de infinito, sede de beleza, de plenitude e de significados.
Para a PJ, a espiritualidade é que nos alimenta e nos da vida. É o sopro de Deus que age em nosso ser. Todos nós temos, pela escolha de Deus, um espírito que nos anima. Essa espiritualidade necessita ser alimentada no dia a dia e no contato íntimo com Deus através da palavra, que nos leva ao compromisso com o outro e a outra, com a comunidade e com a transformação de tudo que é contrário ao que Deus quer.
Atualmente, estamos diante de várias formas e práticas de espiritualidade: pentecostais, espiritualistas, carismáticas, da prosperidade, da nova era e tantas outras... para a PJ, a espiritualidade é radicalmente libertadora, ligada com a realidade e comprometida com a luta do povo, lembrando de D. Pedro Casaldáliga, espiritualidade não é uma moda. “Não é desencarnada e nem para gente frouxa...”.
Por tudo isso, dizemos que a espiritualidade da Pastoral da Juventude é:
Cristocêntrica – centrada em Jesus, amigo companheiro de caminhada. È a inspiração profunda (e profética) que inspira a vida do(a) jovem e muda toda a relação consigo mesmo, com o outro e com a sociedade. É a intimidade carinhosa e fraterna com o Deus Pai-Mãe.

O seguimento de Jesus não é a aceitação de um conjunto de verdades teóricas. É a possibilidade concreta de encontrar-se com Ele e estabelecer uma relação pessoal que leve a reconhecê-lo como Filho de Deus (João 20, 31), autêntico libertador. Só há seguimento, contudo, onde há encontro pessoal com Jesus Cristo. Ele chamou os apóstolos “para que estivessem com Ele” (Mc 3, 14). O “estar com Ele” é a experiência básica de seguimento de Jesus. É estabelecer uma relação que envolve toda a existência e o modo de vida do jovem. É a presença, companhia, afeto e intimidade. É o pôr o outro no centro da vida e fazê-lo o principal sujeito do que gosta ou não gosta, do que se prefere ou rejeita, do que se faz ou do que se deixa de fazer... “Para mim, a vida é Cristo.” (Filipenses 1, 21).

Mariana – Maria se compromete com o projeto de Deus. É exemplo de fidelidade, disponibilidade, entrega. É com Maria que entendemos o significado do cuidado, do companheirismo, daquela que se fez presença e amor no compromisso com o Projeto de Deus.
Ao resgatarmos o sentido de Maria no projeto da salvação estamos resgatando o sentido da luta de todas as mulheres que optaram pela vida de serviço ao projeto de libertação. Jovens que, como Maria, souberam romper com o seu tempo e assumirem o lado dos excluídos e excluídas, sendo presença firme na luta de seu tempo, e construindo novas dimensões para a realidade concreta em que vivem.
É essa expressão de entrega e libertação que queremos realçar na nossa espiritualidade ao falarmos de Maria e buscarmos a sua intercessão.
Comunitária e eclesial – pois é no grupo e comunidade na que o jovem se identifica, partilha suas experiências e sonhos. É na comunidade de fé e no grupo de base que as experiências da juventude se efetivam que o jovem produz os sentidos para a sua vida e é onde descobre o outro enquanto caminho para sua própria realização.
A vivencia na comunidade, a experiência da Liturgia Dominical (Missas e Celebrações da Palavra), as Romarias, as experiências da oração no grupo de base, os retiros, enfim, a oração em comunidade são dimensões fundamentais para a efetiva espiritualidade da PJ, momentos ricos e fortes para aqueles e aquelas que se aventuram no gostoso mistérios do seguimento de Jesus.
Leiga e Missionária – a presença do espírito nos grupos e comunidades instiga o jovem a servir os outros e a descobrir sua vocação missionária. É na sua dimensão comunitária que a fé ganha vida e amplitude.

No grupos, como dizem os bispo na Conferência Episcopal de Puebla os jovens explicitam seu “encontro pessoal e comunitário com o Cristo vivo, para que, evangelizados, se comprometam com a libertação integral do homem, da mulher e da sociedade levando uma vida de comunhão e participação” (Puebla, nº 1166). O próprio método da pastoral da Juventude do Brasil é sonhado como um estilo de vida, transformando tudo em contemplação. Uma vida juvenil, em grupo, tornada oração.


Encarnada e libertadora – O filho de Deus se encarna na realidade humana. Tem uma ligação de fé e vida. É o reconhecimento de que Deus fez-se homem/mulher e habitou entre nós, é a certeza de que a Evangelização precisa fazer-se realidade a partir da nossa conjuntura, do nosso chão ...

Quem não captou a paixão libertadora do nosso Deus não entendeu seu filho, nosso irmão, Jesus de Nazaré.
O amor ao próximo, que é como o amor a Deus. Toda a Lei e os Profetas, nos exigem sermos libertadores do próximo. Amar é agir. Amar de verdade, na realidade concreta da vida das pessoas e pos Povos, é agir também socialmente, politicamente. Libertadoramente.
Não é possível que um seguidor ou uma seguidora de Jesus contemple de modo passivo – lavando as mãos como Pilatos – a situação de pobreza de marginalização, de racismo, de violência, de corrupção.

Orante – valoriza os momentos de oração pessoal e comunitária. A liturgia e as celebrações expressam a espiritualidade que nos alimenta e anima.
Assim, a oração é parte fundamental na vida de todo PJoteiro e de toda PJoteira...
Em suas palavras de ternura e lucidez o nosso Amado D. Pedro Casaldaliga fala sobre a importância da oração na vida de um jovem cristão e anuncia algumas palavras muito claras para todos e todas nós:

Tomem nota mesmo: sem oração (cristã) não há espiritualidade cristã.
A espiritualidade é mais do que só oração, porque também é serviço, renúncia, luta contra injustiça, promoção do Reino de Deus... Mas, de nossa oração depende fundamentalmente a nossa espiritualidade!
A que Deus oramos? Que tipo de oração fazemos? Até... quanta oração? Da resposta a essas perguntas dependerá a nossa espiritualidade. Não nos enganemos. A ação não é oração. O serviço não é oração. A luta pelo Reino não é oração. A oração é oração.
Posso dizer mais? Tacando mesmo...? Moça ou rapaz da Pastoral da Juventude que não faz todo dia meia hora de oração é um traste apenas na Pastoral da Juventude.
Jesus, a quem tentamos seguir, viveu intensamente a oração. (...)
A oração evidentemente se faz de muitos modos, mesmo sendo sempre uma comunicação com o Deus vivo.

Para a PJ, essas são palavras de muita verdade, pois, para nós, a Espiritualidade é parte fundamental de nossas vidas, são as motivações e inspirações para as nossas vidas. É a força que nos impulsiona para ação.

Celebrativa – a alegria da juventude manifesta-se na celebração da vida e do Espírito como festa inspirada na vitória pascal. A realização de encontros, festas, liturgia, caminhadas... são momentos de viver o Deus-felicidade que nos anima e revigora para a ação concreta.
Cada vez mais, assistimos na Igreja ao avanço de um “tipo” de oração que é muito mais uma catarse, um momento de colocar diante de Deus as dores e sofrimentos de maneira aleatórias, do que um tempo-lugar de reflexão de fortalecimento para, através da luta do dia a dia, resolver os conflitos e enfrentar os desafios pessoais, comunitários e sociais. Na contramão desse “tipo” de espiritualidade, as CEBs continuam a propor uma liturgia inculturada, uma liturgia que una, de maneira plena e definitiva, fé e vida, mística e revolução....

Uma das acompanhantes inatas da espiritualidade é a celebração; também da espiritualidade juvenil. Aquilo que se celebra é outra manifestação da vida espiritual que levamos. A espiritualidade juvenil tem as cores de qualquer espiritualidade, mas há uma tonalidade específicas que se demonstra na celebração do cotidiano juvenil, da própria alegria da vivencia da fé que lhe foi dada e da história para a qual se sente chamado a construir: celebrar o cotidiano, celebrar a fé e celebrar a história.


A Teologia da Libertação é a nossa referência com a fundamentação da fé e o compromisso de luta e pé no chão. Nossa opção é de uma espiritualidade da libertação e da opção da Igreja pelos pobres. Podemos dizer então que a espiritualidade das Pastorais da Juventude é uma espiritualidade da alegria e anúncio de Jesus da vida, com a cara e o jeito da juventude. Por isso, necessitamos investir na nossa formação espiritual, participando e realizando momentos de estudo da palavra, Escolas Bíblicas e Litúrgicas e conhecimento do Ofício Divino das Comunidades e da Leitura Orante, para cultivar uma espiritualidade inculturada e ecumênica.
Em nosso Regional, a vivencia da espiritualidade da libertação é uma busca constante. Seja nas nossas Paróquias, nos Grupos de Base, nos encontrões diocesanos ou nas vivência da CRPJ, CRPJB ou das outras instâncias regionais estamos profundamente conectados(as) os momentos particulares de experiência da fé encarnada e libertadora:
ROMARIAS: são experiências riquíssimas de catolicismo popular e de celebração das lutas do povo. Em nosso regional, tem destaque a Romaria da Terra e das Águas, na Cidade de Bom Jesus da Lapa, e da, nacionalmente conhecida, Romaria de Canudos. Nessas, e em outras Romarias da Bahia e de Sergipe os PJoteiros e PJoteiras do Regionais colocam-se em marcha, caminham como povo de Deus em busca da terra prometida, celebram as suas vidas e lutam em busca de um novo céu e uma nova terra!

OFÌCIO DIVINO: com o objetivo de aliar a tradição da Igreja com o catolicismo popular da América Latina a PJ sempre usou como instrumento de oração a Ofício Divino das Comunidades, tradição milenar da Igreja Católica para a experiência da oração em pequenos grupos, que, recentemente fora adaptado no Ofício Divino da Juventude.
Trata-se de um instrumento simples e poderoso de oração em grupo que tem sido usado em todo o país pelos grupos da PJ e nos seus momentos de mística e de reflexão.

Na espiritualidade da PJ, são muitos os espaços e momentos de prática coletiva da oração e de vivencia da mística libertadora. A oração pessoal, os retiros, as escolas bíblicas e litúrgicas, a missa dominicais, as celebrações da palavra, as caminhadas e via-sacras, assim como muitas outras possibilidades de mística, inspiram-nos à construção de um outro mundo possível.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

o que é ser PJ?

Será que tem como definir o que é ser PJ?
PJ, não é só um nome, um grupo de jovens, ser pjoteiro(a) vai muito alem disso, é assumir uma identidade, um modo de vida diferente, é lutar por ideais, é se dedicar com algo que nem sempre é pra você, discutir, insistir naquilo que você não acha certo, é lutar por igualdade, contra injustiças, é ir em busca do reino de DEUS, é evangelizar outros jovens, é crer nos mártires que morreram por ideais, e buscar a construção da civilização do amor e ver que no nosso JEITO DE SER, CRER E VIVER A JUVENTUDE FAZ A VIDA ACONTECER.
O evangelho de São Lucas diz “O Espírito do Senhor está sobre nós, consagrou-nos com a missão de levar a Boa Nova aos pobres, proclamar a libertação aos presos e aos cegos a recuperação das vistas, libertando os oprimidos e proclamando o ano de Graça do Senhor.” (Lucas 4, 18-19), por nosso povo machucado meus irmãos e irmãs da Pastoral da Juventude que nos acreditamos num evangelho libertador assim PJ “Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente você estará fazendo o impossível.” (São Francisco de Assis), porque como disse PAULO VI “ o jovem é o melhor apóstolo do próprio jovem”, então vamos construir esta civilização do amor e anunciar o evangelho libertador de JESUS CRISTO por “felizes os que promovem a paz: eles serão chamados filhos de DEUS” (Mt 5,9).
Um grande abraço a todos os pjoteiros e pjoteiras de toda à DIOCESE DE ILHÉUS.
“PUSEMOS A NOSSA ESPERANÇA EM DEUS VIVO” (1Tm 4,10)
“CREMOS POR ISSO LUTAMOS”

PJ UMA HISTORIA DE EVANGELIZAÇÃO, LUTA E ALEGRIA! ASSEMBLEIA DIOCESANA DA PASTORAL DA JUVENTUDE DE ILHÉUS- UBAITABA-BA, 19 a 21/11/2010





Amados Pjoteiros e Pjoteiras!! É com muita alegria que convidamos nossas lideranças para a nossa Assembléia Diocesana.

Data: 19 a 21 de novembro de 2010

Inicio: 18:00h do dia 19/11/2010 (sexta-feira)

Local: Paróquia Santo Antônio/ Ubaitaba.

Como Chegar no local do encontro: Praça Santo Antônio, s/n – Centro, Ubaitaba.

• Quem participa – Coordenação zonal, paroquial e de grupos, assessores paroquiais, zonais, diocesanos e membros de grupos.

• Taxa: R$ 15,00 (QUINZE REAIS).

• Contribuição Confraternização: 5,00 (cinco reais)

• O que levar: Bandeiras da PJ, camisas da PJ, Oficio Divino da Juventude, Bíblia, colchão, roupa de cama, material de higiene pessoal.


“A vida só pode ser entendida olhando-se para trás. Mas só pode ser vivida olhando-se para frente” S. Kierkegaard

Contatos para a Assembléia Diocesana:
Kássio: 073/88195090 ; 073/81565324 ; 073/99555662 , Gilvando: 073/99964822 e Ivan: 073/88530146 EDIVALDO 9195-9602


“Conheço a boa-vontade de vocês e por causa dela me orgulho” (2 Cor9,2)